open your heart and let the love in…

Já parou pra pensar o quanto abrimos as portas para a negatividade entrar em nossas vidas?
Certo vez (23 de agosto de 2008 pra ser mais exata, dia do meu aniversário) conversava com uma pessoa sobre uma das minhas maiores paixões: cachorros. Na época eu ainda tinha minha cadelinha, Judy, uma cocker linda que enchia meus dias de alegria. Quando fui mostrar a foto dela pra esta pessoa – alguém que eu acabara de conhecer e que me parecia ser legal -, o celular, depois de certo tempo, logicamente, apagou. E aí a pessoa me veio com suas sábias palavras:
– Tá vendo o que aconteceu? É isso que acontece. Um dia ela vai apagar. Como um dia a minha apagou.
Fiquei meio sem reação diante de tal declaração. Em 1 segundo, diversas coisas passaram em minha cabeça: 1 – tá, todos vamos morrer, mas qual a necessidade de falar isso? 2 – tá, o celular apagou, dã, e daí? 3 – ow, tô te mostrando a foto da minha cadelinha, aquela mesma que me faz muito feliz, é muito fofa e linda e que me dá várias alegrias, conforme estava te contanto agora há pouco.
Depois desse emaranhado de pensamentos momentâneos, a única frase que consegui esboçar foi: “- Ei, vira essa boca pra lá!” E naquele mesmo instante o papo murchou e eu perdi completamente o interesse de continuar alguma conversa com empolgação. Me desintereso fácil. E detalhe: durante algum tempo, a pessoa tentou insistir com o papo mórbido de que 13 anos é muita idade para um cão e que logo ela viria a “apagar” como o celular.
Dois meses depois, Judy realmente veio a falecer. Digo sem dúvidas que foi um dos dias mais tristes da minha vida, senão o mais triste. Sensação que dá em só quem tem um sentimento de verdade.
Passado tudo isso, hoje me peguei lembrando daquele dia em que a pessoa quase me contaminou com um pensamento negativo bem no dia do meu aniversário e pensei se aquilo pudesse ter sido inconsciente. Mas acho que não. Bom, eu sei que jamais faria isso; Mas cada um é cada um, I can judge, but I don’t want to do it.
Dadas as devidas proporções, pensei naquelas pessoas que parecem ter prazer em dizer frases campeãs pra derrubar qualquer autoestima equilibrada: “Nossa, mas você engordou”. “Nossa, sua franja ficou ridícula” – embora nenhuma opinião tenha sido solicitada. Tudo com um ar de reprovação que se pode sentir de longe.
Aí eu pergunto: não é muito melhor só abrir a boca pra dizer “Nossa, como você emagreceu”, ou “seu cabelo ficou bonito assim”. Não estou dizendo que não se deva ser sincero caso isso não seja verdade; e sim que o envenenamento não deve ser propagado.
Aí eu vou me queixar de algo parecido com minha mãe, pessoa que logicamente não quer que eu esquente a cabeça, e vem o velho conselho: “não ligue para o que os outros pensam”; ou ainda “não dê importância a coisas pequenas”. Não deixam de ser bons conselhos. Só que volta e meia me pego perguntando por que o ser humano age assim. É algo que vai além de estar ocasionalmente chateada por determinada atitude ou com orgulho ferido; a questão é como me assusto com a psiquê de algumas pessoas. E essas “pequenas” coisas – que só parecem pequenas – é o que realmente ainda me espanta um cadinho nessa história.
Não confunda autenticidade e sinceridade com falta de educação e até de respeito com os limites do outro.
E abra seu coração pro amor e pras coisas boas, sempre.

Essa é a Judy. Te amo! ❤
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